segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Missão Empresarial Brasileira embarca para o Chile


Grandes oportunidades de negócios em diversos setores enchem de expectativas os empresários brasileiros.



A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) realizararam, entre os dias 9 e 11 de agosto, em Santiago, Chile, a Missão Empresarial Brasileira ao Chile, com visão no potencial econômico do país. As inscrições devem ser feitas pelo site da Apex-Brasil e vão até o dia 18 de junho.


Durante o evento foram realizadas rodadas de negócios com potenciais compradores locais, qualificados e selecionados pela Apex-Brasil. O objetivo é ampliar o fluxo comercial e de investimentos bilaterais e explorar possibilidades de cooperação entre os setores produtivos dos dois países. Uma importante oportunidade para empresários que pretendem expandir o seu mercado de exportações.


Hoje, o potencial econômico e de desenvolvimento do Chile torna o país bastante atrativo para as empresas brasileiras. O Brasil é atualmente o terceiro maior exportador para o Chile, e o segundo maior destino de investimentos estrangeiros direto chileno (IED). Isso tudo sem contar com o movimento de reconstrução chilena após os terremotos de 27 de fevereiro. Os recursos necessários para a recuperação da infraestrutura nacional e do setor imobiliário são estimados em mais de US$ 12 bilhões. Para se ter uma idéia da participação brasileira, em 2009, as exportações para o Chile somaram US$ 2,656 bilhões, valor que foi 44,5% menor que o registrado em 2008. Entretanto, nos quatro primeiros meses de 2010, as vendas brasileiras já registram crescimento de mais de 54%, com embarques de US$ 1,112 bilhão.


A relação positiva bilateral entre Brasil e Chile ainda pode ser muito expandida, com oportunidades de aprofundamento de relações e laços comerciais entre os dois países. Segundo o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o Chile está classificado no grupo dos países de alto desenvolvimento. Ele ocupa a 44ª posição no ranking mundial do indicador e é o melhor colocado entre os países latino americanos. Seu PIB cresce 5,4% em média e a renda per capita em termos reais mais do que duplicou.


E é este cenário que faz as expectativas para a Missão Empresarial Brasileira ao Chile as melhores possíveis. Os setores prioritários para essa missão são: construção civil; instrumentos de precisão; químico; eletroeletrônico; máquinas e equipamentos para mineração e implementos agrícolas; meio ambiente; produtos farmacêuticos; produtos metalúrgicos; setor energético e saúde. Sendo que poderão participar até dois representantes de cada empresa.


Esta não foi a primeira Missão Empresarial realizada pela Apex-Brasil. Em março deste ano aconteceu a Missão ao Peru e à Colômbia, ambos com resultados muito positivos. Mais de 30 empresas participantes fecharam mais de 26 milhões de dólares em negócios, sem contar os mais de 800 contatos de negócios alcançados. Logo no primeiro dia as expectativas já haviam sido superadas. “O evento foi excelente, os contatos foram maravilhosos e com perspectivas de fecharmos negócios ainda no Peru. Vamos nos reunir com algumas empresas pré-selecionadas amanhã para ver quem fará a parceria conosco” disse Jair José de Alcantara, diretor da Toollon Cosméticos, logo no primeiro dirá da Missão ao Peru.




Texto de: Ana Araújo

Publicado no site www.revistainforochas.com.br, 4/7/2010, adaptado.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Entrevistas de presidenciáveis no JN – Dilma

Estava pensando como ia começar no blog, abordando qual assunto, quando me deparo com o anúncio de que essa semana o Jornal Nacional entrevistará alguns dos candidatos a presidente do Brasil – lê-se aqueles que têm alguma possível relevância em números de votos – Dilma, Marina e Serra, nessa ordem, de acordo com sorteio acompanhado por representantes dos partidos.



Então vamos a cobertura dos debates com o olhar de quem está de casa, no sofá. O que nós podemos apreender nesses 12 minutos de entrevista com cada candidato?


Hoje, segunda, foi a hora e vez de Dilma. A candidata do PT traz em sua campanha o apoio de Lula, o que se converte em pontos positivos mas também em alguns negativos. Quem comparado a Lula tem um pingo sequer de carisma?



Talvez, para rebater mesmo essa imagem de protótipo feminino sem graça do Lulinha do Brasil, ela era só sorrisos durante a sabatina do casal William e Fátima, mesmo precisando responder a perguntas que deveriam incomodar, como o apoio de Sarney, Collo e Calheiros à sua campanha. Eles inclusive questionaram a candidata sobre essa personalidade menos amigável que a de seu “tutor”.



Gaguejando um pouco, às vezes até fazendo rodeios demais (novidade nenhuma em políticos), ela seguiu direitinho a cartilha que seus assessores de campanha passaram, não tomando nada como pessoal e tentando passar sempre as comparações deste governo com o de FHC, salientando que irá continuar o trabalho de agora.



A mim deixou uma sensação. Essa história de marketing político, campanhas com personal-marketeiro, com especialistas em mídias sociais, televisão, rádio, impresso, publicidade, ... , engessam o caboclo que está lá. E o pior, o que era para transparecer mais naturalidade, gerando uma idéia de segurança, de tanto treinamento, tem grande chance de produzir o discurso mais artificial. Pois, sinceramente, a Dilma nessa entrevista estava mais próxima de lembrar o robótico Serra do que o articulado Lula, de tão sem sal que foi.



Quanto à condução da entrevista, as perguntas até que valeram, mas a dificuldade dos jornalistas em tirar alguma coisa de nova de pessoas bem assessoradas é cada vez maior. O William não escondeu o incômodo de ver a Dilma recitar seu texto e caras treinados e interrompeu por várias vezes para tentar pega-la de susto, da mesma forma a Fátima. Mas nada, essa batalha quem venceu foram os marketeiros, ou assessores de imprensa. O chamado ante-jornalismo, pelos que estão do lado da redação, fez 1 a 0 nessa série. O que será que podemos esperar para Marina amanhã e Serra quarta?



Assitirei aos outros embates e tentarei filtar o que conseguir deles. Primeiro para ajudar a embasar meu voto em outubro, e depois, para trazer pra cá a discussão do processo eleitoral que se desenrola.